quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Be for BeLOVED or for BeTRAYED ?

How can I trust you, if you don't trust me?
How can I love you, if you don't give me what I need?
How can I know that you'll be really mine
If you always leave me before nine?
How can I tell that you'll always be there
If what you do to me is not even fair?
How can we stick together
If you stop saying "I love you forever"?
How can I believe you , if you always change your mind?
How can I commit to you, if you treat me like a child?
How can I embrace you, if you never call my name?
How can I support you, if you never hold my hand?
How can I take care of you, if you always let me aside?
How can I forgive you, if you always tell a lie?
How can I give you my heart
If you are are always tearing me apart?
How can you give me an affirmative answer
If you see me not as your love, but as your cancer?
How can we be a couple
If your love becomes double?
How can you seduce me to change
To let me give you one more chance?

Written by RockSye'Anne and Marieanne

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Quem sou eu ?

Nunca fiz uma boa apresentação sobre quem sou eu na verdade. Por isso aqui vai:
Letter by ~prajiturelemov


De facto sou alguém desconhecida por dentro. O exterior é a única coisa que reconhecem em mim. Sou apaixonada, como muitos, mas não pelas mesmas razões que os outros, pois não amo alguém ou algo: simplesmente AMO. Detesto viver apenas no mundo, por isso adoro observá-lo: as reacções dos outros, tal como as minhas próprias. Sou imensamente curiosa, estudo cada milímetro do que se depara perante mim. Não gosto de guardar os meus segredos dentro de mim: gosto de exprimi-los perante a escrita, o desenho, a fotografia. Considero loucos aqueles que não entendem a minha loucura de viver. Facilmente apanho um sorriso com uma simples borboleta, ou uma flor que floresça sozinha apesar das suas condições. Gosto de me comparar especialmente a uma flor silvestre: comum entre muitas outras flores, mas reconhecida pela sua capacidade de força, apesar do seu aspecto fragilizado. Caracterizar-me por completo seria afirmar que me conheço totalmente, e isso não é ainda uma verdade.

sábado, 25 de setembro de 2010

Doce e fina felicidade

JUMP JUMP JUMP by ~Neneisme on DeviantART
Seria loucura acreditar que algum dia estive realmente feliz. Todos nós sofremos. Eu e tu. Mas então porque é que quando temos felicidade, estragamo-la ? Parece difícil e quase inalcançável sermos felizes sem magoarmo-nos ou magoarmos quem nos rodeia.
Temos uma imagem na nossa cabeça - é como um veneno - que a felicidade nunca é realmente alcançável, que nunca está lá quando a tentamos apanhar. Será que é verdade ? Acredito, e espero que seja verdade o que penso, que nós apreciamos pouco aquilo que obtemos. Tudo o que é dado é simplesmente fácil de mais. Tudo o que nós lutamos é mais merecedor, mais enriquecedor para a nossa alma, e com isso aprendemos uma nova experiência. É por isso que a vida nos parece tão difícil.
Felicidade é relativa. E não nos damos conta dela facilmente. Reparamos mais nas coisas negativas que nos acontecem, porque elas nos magoam. Mas não reparamos tanto na felicidade que é de estar com os nossos amigos e divertirmo-nos. Nem tão pouco na felicidade de estarmos lado a quem amamos, só pensando nos problemas que as pessoas amadas nos trazem, não no que nos fez apaixonar por elas. Ou ainda no simples facto de uma borboleta nos vir beijar a mão, e nós a enxotarmos, arrogantes mortais como somos.
Tudo na vida é difícil. Não devemos deixar de acreditar nisso. Mas agora o nível de dificuldade irá sempre ser diferente dependendo da maneira como lidamos com os problemas que nos aparecem, e para tudo mudar, basta um sorriso suave, ligeiro, sincero. Pois, apesar de a vida ser difícil, se ela assim não o fosse, nunca seríamos capazes de entender tanto quanto entendemos hoje: a vida é uma experiência docemente picante.

domingo, 19 de setembro de 2010

O Efeito Borboleta

Butterfly effect by ~penguina-mica on DeviantART
Sofremos tanto com a vida que nos rodeia. Este sofrimento, que não sabemos de onde vem e só sabemos que nos consome, obriga-nos a odiar tudo à nossa volta, a odiar a vida e a dor que ela nos traz. ‘Porquê ? Porque é que isto acontece a mim e não aos outros ? Que fiz eu para merecer isto ?’, perguntamo-nos constantemente, entre lágrimas, dentes e raiva. A dor que temos faz-nos sentir um grande calor acompanhado por uma dor imensa que parece que explode e, ao mesmo tempo, engole o nosso corpo com ela num grande buraco negro. Queremos explodir as emoções, mandar aqueles sentimentos para fora. Mas temos maneira para o fazer ? Nem sabemos porque estamos tão irritados e irritadiços, só sabemos que queremos que a dor pare, o sofrimento desapareça. Por isso gritamos. Gritamos connosco no espelho, contra os outros, contra o mundo, o Universo. É a nossa maneira instintiva de agir, libertar, soltar. E isso, de facto, alivia.
Quando calmos, apercebemo-nos que a vida é uma cadeia de dominós a cair uns sobre os outros, e se não tivermos cuidado, empurramos uns dominós, ou somos esmagados por outros. Porque só calmos, apercebemo-nos que a dor é quem nos ajuda a sentir-nos vivos outra vez, e quando desligamos do sono da vida ilusória com que vivemos. Porque só calmos, damo-nos conta do que se passou, e das nossas atitudes repentinas, e às vezes, erradas.
Para aqueles que não sabem ainda se desligar da ilusão em que vivem, eles pensam que a dor é má, é algo mau e que não deveria existir. Mas para aqueles que sabem realmente viver a vida, saboreá-la, absorvê-la e guardá-la nos seus corações sabem que a dor, essa também é ilusória. O que supostamente é dor, na realidade é um aviso de última instância de algo que não deveríamos fazer, de algo errado e que mesmo assim não nos apercebemos. E aí devemos aperceber do nosso erro e mudar. É fácil ?
Nada na vida é de bandeja prateada, mas isso não faz mal. Ainda bem que é assim, porque assim aprendemos, experienciamos, crescemos. Tal como a borboleta.
A borboleta, quando sai do seu casulo, ela sofre, esperneia, chora, mexe-se, e se pudéssemos ouvir, grita. Sim, grita, grita de dor, grita da fraqueza de estar num casulo durante meses e sem comida para que arranje forças suficientes para sair daquela teia de linhas e linhas que outrora ela fez, quando era apenas uma pequena e gorda lagarta. Essa dor que ela sente faz com ela se aperceba que há maneira de a mudar, e de mudarmos, mas que primeiro precisamos de sentir essa dor.
Até que poderia haver alguém para a ajudar na sua luta para sair daquele casulo, mas se a ajudarmos, ela nunca voará. Sim, ela nunca voará. Porquê ? Porque, apesar de ela sofrer para sair, é nessa luta final da sua vida que depende dela ganhar também forças para que as suas asas sejam tão fortes quanto ela. O mérito pela sua luta desgastante, e às vezes mortal, são as suas asas. Mas ninguém o pode fazer por ela. Não é o mesmo que ser ela a crescer, a amadurecer, a experienciar.
Se é vontade que tens para chorar, chora. Vai-te ajudar a manteres-te calmo e aperceberes do que deves realmente fazer: mudar.

sábado, 21 de agosto de 2010

Apoios


ode tothe sun by ~Amuletz on DeviantART
Porque é que às vezes sentimos que estamos quase a atingir aquelas coisas que queremos, mas falta sempre qualquer coisa para conseguirmos chegar ? Ou pelo menos é o que sentimos. Parece que às vezes necessitamos de dar satisfações a outros para conseguirmos chegar àquilo que queremos e que os outros, invejosos pelos nossos atentados, necessitam de saber cada passo que damos.
Por isso, venho aqui hoje, não para agradecer aqueles que me impedem de experimentar coisas na minha vida. Boas ou más que sejam, a vida é minha e eu sinto a necessidade de viver e experimentar. Venho aqui hoje, agradecer todos os amigos que me apoiam, e me ouvem. Agradecer-lhes por me darem o seu ombro para chorar, as suas palavras para sorrir, e o seu brilho para voltar a brilhar. Vocês todos são aqueles pequenos diamantes puros que encontrei no meio das pedras vulgares.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Julgamentos

Baseado no blog da Z.

A vida é um espectáculo de marionetas, um teatro de personagens loucas, apaixonadas e destruídas, que nunca pára. Não há personagem principal, são todos iguais, e unidos pela mesma força: o amor. Juntos ou separados lutam uma luta fácil ou difícil, e nem sempre a ganham, pois nesta peça nem sempre os heróis ganham. Umas vezes eles são os heróis da peça, mas às vezes eles são os vilões. Tudo depende da perspectiva das personagens.
Puppet on a string by *april182 on DeviantART
Todos são os juízes, perfeitos e intocáveis pela sua presença, e todos são os carrascos, que sempre cometem erros pelas suas escolhas de desespero e derrota. Alguns morrem primeiro que outros, e para dramatizar a peça, fingimos que eles significavam imenso para nós e que nunca mais os iremos ver, apenas perante o público inexistente, mas no fundo, sabemos que eles estão vivos e seguros, por detrás da cortina do espectáculo.
Para tornar a peça mais interessante, e tirar o enfadonho que ela cria, temos de sair magoados e magoar alguém. Temos de nos mostrar frágeis e vulneráveis, destruir a armadura invisível que nos cobre e cair sobre os joelhos no nosso próprio derrame de sangue. Se somos fortes como aço, também somos fracos como uma flor. Somos ágeis como uma pena e pesados como uma rocha.
Fingimos que não nos conhecemos, no palco de acção das nossas vidas, mas sabemos quem somos por detrás da cortina; e arranjamos actividades durante um dia inteiro para nos entreter, comunicamos e socializamos, tal como criamos barreiras e fechamo-nos. É tudo um grande círculo de estranheza e mistério.
Apesar disto, e apesar de não sabermos realmente de onde somos, porque estamos aqui, e o que temos de fazer nesta vida, uma coisa é clara e imperativa na nossa mente: somos humanos.